O inicio

março 23, 2017

Mães há muitas, mas todas são diferentes. Já passou um mês desde que tenho o A comigo e tem sido um misto de emoções.

Nós falamos sempre das coisas boas e esquecemos que também existem as más e isso aconteceu comigo. Durante a gravidez detestei tudo, não gostava da barriga, dos enjoos, de ter que mudar a rotina, das noites mal dormidas, de ter atenção para mim, que tocassem na “lamparina magica” como fossem pedir um desejo ou até mesmo fazerem sentir-me inválida. Não foi um período complicado (sim para mim foi um período), muito pelo contrário até foi bastante calmo o problema era não estar preparada para a mudança que iria ser. Sempre avisaram-me que quando nascesse as coisas iriam complicar, mas nunca pensei no assunto, nunca fiz filmes, apenas tinha aquele desconforto que todas as mães de primeira viagem têm. O meu trajeto de vida não incluía filhos a não ser que houvesse um descuido e foi isso mesmo que aconteceu. Ele simplesmente apareceu e melhorou imenso as nossas vidas. O parto, o tal medo do parto nunca chegou a aparecer.  Entrei em pânico sim, por causa das dores das contrações, mas nem por um segundo tive medo. Não foi como queria ou tinha idealizado, foi como elas quiseram. Ficar internada? Foi estranho passar a noite longe de casa e “sozinha”, ter enfermeiras 24h sob 24h sempre a perguntarem coisas, pessoas a ligar  e as visitas aparecer. Ao inicio tinha dito que não queria que ninguém telefonasse e nem queria visitas. Fomos burros por mudar de ideias, o mais cansativo é mesmo receber as visitas, estar com péssimo aspeto só querer descansar e depois termos que fazer boa cara para as queridas ficarem contentes. As mini férias no hospital passaram e o regresso a casa foi duro de se ver. Estar toda dorida, com pontos, não saber o que fazer com o macaquinho, a casa desarrumada, foi a confusão total. Chorei durante a semana inteira, mas chorei mais de desespero no ultimo dia antes de tirar os pontos, as dores eram imensas, não conseguir sentar, andar ou fazer alguma coisas era frustrante. A simples tentativa de tomar conta do menino e não conseguir era doloroso de mais e o parto nem foi um terço das dores do pós parto. A minha salvação era ter o Bruno comigo, o apoio que ele deu e ter sido incansável foi algo extraordinário. Neste momento já está quase tudo bem, dizem que o corpo demora por volta de 6 meses a voltar ao sitio e é isso que me está a aparecer. Este mês foi qualquer coisa sem explicação. Fico babada quando estou a dar maminha e ele fica quieto a olhar para mim, quando manda aquele sorriso segundos antes de adormecer ou então aquelas birras à noite que são tão chatas mas ele só quer o nosso carinho. O meu filho, sim o meu filho é o melhor da minha vida.

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